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Wednesday, 2-Feb-2005 00:00 Email | Share | | Bookmark
O 13º Signo e o Calendário Wiccano

 
O 13º Signo e o Calendário Wiccano - por Ellora Danan

Muita gente que está estudando wicca se pergunta
porque os pagãos têm um calendário de 13 meses com 28
dias cada. Qual seria o 13º mês? E porque 13? Porque
não 12 ou 14? O que tem de especial esse número?

Para entendermos a simbologia do nº 13, devemos voltar
no tempo e analisar os mistérios que envolvem esse
enigma.

Para os antigos praticantes de bruxaria (celtas,
druidas, vikings, etc) a divisão do calendário não era
como conhecemos agora. Eles se baseavam na estações do
ano e os soltícios e equinócios de cada época
correspondente.

Por exemplo, se analisarmos os nomes do dias da semana
em inglês, veremos que têm uma influência tipicamente
pagã:

Sunday: dia do Sol = Sol e day = dia.

Monday: dia da Lua = Mon (variação de Moon, Lua).

Tuesday: Toad's Day, dia do Sapo (o significado é
desconhecido, se crêe que as bruxas comprovavam a
gravidez de uma mulher colocando um sapo vivo à vista.
Se a jovem sentia náuseas a gravidez era confirmada ).

Wednesday: aqui tem um duplo sentido. Poderia ser
Wedding's Day (dia de casamento) ou Wooting's Day (Dia
de Odin, deus supremo dos vikings).

Thursday: Thor's Day, dia de Thor, o famoso deus
trovão, filho de Odin.

Friday: Frigg's Day. Frigg era esposa de Odin.

Saturday: Sabbath's Day, dia de sabá.

Nosso ano de 365 dias e 1/4 (que seria o ano bisexto
cada 4 anos) foi adaptado por um clérigo Italiano
chamado Gregorius, no séc 12. Ele teve que disfarçar
as festas pagãs de acordo com as festividades cristãs
e é por isso que algumas são muito "semelhates", com a
diferença de 2 ou 3 dias, cada uma. Por exemplo:
Ostara é a Páscoa, Yule é o Natal, etc. Porém, ele
tirou o 13 mês, já que, naquela época, as bruxas eram
consideradas portadoras do mal e da má sorte. É daí
que provém a superstição do azar do nº 13.

Entretanto, se voltamos no tempo ainda mais, nos
supreendemos ao ver que no Antigo Egito, esse número
não tinha nada a ver com má sorte ou o mal.

Como é sabido de todos, os egípcios foram praticamente
os criadores da base para a astrologia moderna. Seus
métodos de analisar o céu até hoje impressionam os
arqueólogos mais renomados.

Foi descoberto no teto do templo de Dendera um
calendário zodiacal com os 12 signos do Zodíaco
moderno (Áries, Câncer, Touro, etc) e um 13º signo
chamado Ofídius, simbolizado pela serpente. Para eles,
esse réptil era considerado símbolo da energia solar e
de poder. No Zodíaco de hoje, Ofídius foi retirado, já
que para muitos, a serpente é um animal maldito. Basta
lembrar que foi ela quem "tentou" Eva no Paraíso,
segundo as lendas judaico-cristãs.

Porém, para os egípcios, o calendário de 13 signos
significava a perfeição do céu. Era divido em 13 casas
com suas correspondências zodiacais, formando um
círculo perfeito de 360 graus, já que, este calendário
era de 360 dias, simbolizando a harmonia entre o céu e
a terra, a noite e o dia e os humanos com os deuses.

Entretanto, o mistério não pára aqui. Para essa
cultura milenar, seu país era um espelho do céu e o
Nilo equivalía à Via Láctea. De fato, como já foi
obsevado por muitos egiptólogos e investigadores, essa
idéia presidia na localização, disposição e orientação
dos edifícios sagrados.

A maioria das pessoas não sabem, mas, em um
determinado momento do ano, no verão, em uma
específica hora da noite, o Nilo, perto da Grande
Pirâmide, está perfeitamente alinhado com a Via Láctea
(e as três pirâmides com a Constelação de Órion), como
se fosse sua continuação. Quem presenciou esse
fenômeno, conta que ficou assombrado diante de tal
maravilha. Além do mais, o Nilo é o único rio do mundo
que corre de Sul à Norte (comprovado cientificamente).
Para os físicos e geólogos, isso é um total mistério,
já que todos os rios do planeta correm ao contrário,
ou seja, de Norte a Sul. Essa peculiaridade do Nilo só
poderia ter sido modificada artificialmente milênios
atrás, segundo os científicos. Por quem, por quê e
como, não se sabe. Os investigadores somente chegaram
à uma única conclusão: que se o Nilo não "funcionasse"
assim, a cultura egípicia não teria sobrevivido e
prosperado, já que dependiam de suas águas para
transporte e alimento.

Enfim, não seria possível atribuir ao "azar" o saber
que rege o calendário solar egípcio. Pouco a pouco
vamos detectando fragmentos desse legado secreto.
Porém, ainda falta completar o quebra-cabeças para
decifrar e desvelar o mistério que contêm. Uma
mensagem transmitida por uma misteriosa fonte que, por
alguma razão, sempre preferiu manter à sombra sua
atividade civilizadora ao serviço da evolução do
homem.


Bibliografia (vou colocar em original pq não sei se no
Brasil os livros já foram traduzidos):

The Secret Chamber, Robert Bauval, ed. Random House,
Inglaterra, 1999.

The Crystal Sun, Robert Temple, Inglaterra, 1999.

Brujería Wicca y sus Orígenes, Pedro Palau Pons, ed.
Obelisco, Barcelona, 1998.



Monday, 31-Jan-2005 00:00 Email | Share | | Bookmark
A LUA E A MENSTRUAÇÃO

 
A LUA E A MENSTRUAÇÃO
Rosane Volpatto

A cada 28 dias a Lua completa seu ciclo de crescente a minguante. A Lua Nova marca a primeira iluminação e um fiapo fica visível no céu noturno. A Lua então cresce até o primeiro quarto, quando se pode visualizar a metade de seu disco. Continua a crescer e completa-se até atingir a Lua Cheia. Neste ponto, começa a diminuir de tamanho até o terceiro quarto, quando novamente só se vê a metade do disco e continua assim até que não se veja mais seu disco. Em quinta fase, esta Lua Escura dura três noites e esta, é este é o mais poderoso de todos os ciclos da Lua.

A Lua, com seu ciclo de nascimento, crescimento e morte, é um lembrete poderoso, todos os meses, da natureza dos ciclos. Em épocas remotas, os ciclos menstruais das mulheres eram perfeitamente alinhados com os da Lua. A mulher ovulava na Lua Cheia e menstruava na Lua Escura. A Lua Cheia era o ápice do ciclo da criação, era quando o óvulo era liberado. Nos 14 dias que antecedem esta liberação, as energias da criação reúnem tudo que é necessário para constituir o óvulo. Quando passava a Lua Cheia e o óvulo não era fertilizado, tornava-se maduro demais e se decompunha, derramando-se no fluxo natural de sangue na Lua Escura. Quando a mulher vive em perfeita harmonia com a Terra, ela só sangra os três dias da Lua Escura. Quando a Lua Nova emerge, seu fluxo naturalmente deve cessar e o ciclo da criação é reiniciado dentro dela.

Em nossa sociedade atual, o uso de pílulas anticoncepcionais, fez com que a mulher deixasse de incorporar e compreender este ciclo de criação e destruição dentro de si.

Alguns índios norte-americanos, consideravam a Lua uma mulher, a primeira Mulher e, no seu quarto minguante ela ficava "doente", palavra que definiam como menstruação. Camponeses europeus acreditavam que a Lua menstruava e que estava "adoentada" no período minguante, sendo que a chuva vermelha que o folclore afirma cair do céu era o "sangue da Lua".

Em várias línguas as palavras menstruação e Lua são as mesmas ou estão associadas. A palavra menstruação significa "mudança da Lua" e "mens" é Lua. Alguns camponeses alemães chamam o período menstrual de "a Lua". Na França é chamado de "le moment de la luna".

Entre muitos povos em todas as partes do mundo as mulheres eram consideradas "tabu" durante o período da menstruação. Este período para algumas tribos indígenas era considerado um estado tão peculiar que a mulher deveria recolher-se à uma "tenda menstrual" escura, pois a luz da Lua não deveria bater sobre ela. O isolamento mensal da mulher, tinha o mesmo significado que os ritos de puberdade dos homens. Durante este curto espaço de tempo de solidão forçada, as mulheres mantinham um contato mais íntimo com as forças instintivas dentro de si.

Em tribos mais primitivas, nenhum homem podia se aproximar de uma mulher menstruada, pois até sua sombra era poluidora. O sangue menstrual, nesta época, era tido como contaminador. Acreditavam também, que a mulher menstruada tinha um efeito poluente sobre o fogo e se por algum motivo se aproximasse dele, esse se extinguiria. Ainda, de acordo com o Talmude, se uma mulher no início da menstruação passasse por dois homens, certamente um deles morreria. Se estivesse no término de seu período, provavelmente causaria uma violenta discussão entre eles.

Por vários motivos as mulheres acabaram impondo à si mesmas uma abstinência, muito embora, tanto nelas como nos animais, o período de maior desejo sexual é imediatamente anterior ou posterior a menstruação.

Na Índia, acredita-se ainda hoje, que a Deusa-Mãe menstrua. Durante essa época, as estátuas da deusa são afastadas e panos manchados de sangue são considerados como "remédio" para a maior parte das doenças. Na Babilônia, pensava-se que Istar, a Deusa Lua, menstruava na época da Lua Cheia, quando o "sabattu" de Istar, ou dia do mal, era observado. A palavra "sabattu" vem de sabat e significa o descanso do coração. É o dia de descanso que a Lua tem quando está cheia. Este dia é um percursor direto do sabá e considerava-se desfavorável qualquer trabalho, comer comida cozida ou viajar. Essas eram as coisas proibidas para a mulher menstruada. O sabá era primeiramente observado somente uma vez por mês e depois passou a ser observado em cada uma das fases da Lua.

Hoje, uma compreensão científica e objetiva já nos livrou de todos estes tabus, mas é bom lembrar que em certo momento histórico, inconscientemente, a natureza instintiva feminina podia provocar a anulação dos homens.


Bibliografia consultada:
O Casamento do Sol com a Lua. Raissa Cavalcanti. Editora Cultrix, São Paulo.
A Grande Mãe. Erich Neumann. Editora Cultrix, São Paulo.
As Deusas e a Mulher. Jean Shinoda Bolen. Editora Paulus, São Paulo.
Os Mistérios da Mulher. M. Esther Harding. Editora Paulus, São Paulo.
O Novo Despertar da Deusa. Organização Shirley Nicholson. Editora Rocco Ltda, Rio de Janeiro
Variações sobre o tema mulher. Jette Bonaventure. Editora Paulus, São Paulo.



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Ritual de Auto-Iniciação ( para bruX@s solitári@s )

Comece despindo toda sua roupa e prepare-se para seu banho
ritualístico, previamente perfumado ou com ervas - simbolizando o elemento
água - para purificar seu corpo e espírito de qualquer vibração negativa.
Durante o banho, limpe sua mente de todos os pensamentos desagradáveis da vida moderna, e procure meditar, deixar a mente vazia até que se sinta
completamente relaxado e limpo. Logo em seguida, saia do banho e trace um círculo mágico com mais ou menos um metro e meio de diâmetro, usando um giz, o dedo ou uma linha branca. Salpique um pouco de sal - que representa o elemento terra - sobre o círculo para consagrá-lo e diga:

"Com o sal eu consagro e abençoo este círculo de poder, sob os
nomes divinos da Deusa e do seu Consorte, o Deus Cornífero.
Abençoado Seja!". Em frente ao círculo coloque duas velas brancas - que
simbolizam o elemento Fogo (ao sul) - e coloque também um incensório de
Olíbano com um incenso de Mirra ou de seu gosto pessoal (ao leste) - que
simboliza o elemento Ar - mantendo-os diante de você. Ao Oeste coloque a
taça com vinho ou água ou aquilo que você deseja trabalhar no ritual. Logo
após dispor estes elementos, sente-se no meio do círculo procurando estar
voltado para o Norte (coloque ali uma pepita de pirita ou pedra natural),
lembrando que você deve estar só e despido de roupas. Caso não se sinta
bem trabalhando sem roupa, procure usar uma veste cerimonial branca
(uma bata ou roupão branco). As duas velas servirão para invocação do
Deus e da Deusa assim como o incenso.

Acenda o incenso que está à sua frente, e logo em seguida
acenda uma das Velas brancas e diga:

"Eu te invoco e te chamo, oh Deusa Mãe, criadora da vida e da alma
do Universo infinito. Pela chama da vela e pela força do incenso eu te invoco para abençoar este ritual e para garantir a minha admissão na companhia
dos teus filhos amados. Oh bela Deusa da vida e do renascimento, que é
conhecida como Cerridwen, Astarte, Atenas, Brigida, Diana, Isis, Melusine,
Afrodite e por muitos mil outros nomes divinos, neste círculo consagrado à
luz de velas. Eu me comprometo a te honrar, a te ouvir e a te amar
escutando apenas sua voz interior que ecoará dentro de mim. Enquanto eu
viver prometo respeitar e obedecer a tua lei de amor à todos os seres vivos.
Prometo nunca revelar os segredos secretos da arte a qualquer homem ou
mulher que eu sinta que não merecem escutar a tua voz. Oh Deusa!
- rainha de todas as bruX@s - abro meu coração e minha alma para ti.
Assim seja."

Acenda a outra vela branca e diga:

"Eu te invoco e te chamo, oh grande Deus Cornífero dos pagãos,
senhor das matas verdes e pai de todas as coisas selvagens e livres.
Pela chama da vela e pela fumaça do incenso eu te invoco para abençoar
este ritual. Oh Grande Deus Cornífero da vida, da morte e de tudo o que
vem depois, que é conhecido como Cernunnos, Attis, Pã, Daghda, Fauno,
Frey, Odin, Lupercus e por mil outros nomes; neste círculo consagrado à
luz de velas, eu me comprometo a honrar e defender aos seres livres
como tu, a amar o meu oposto e a defender sua voz dentro de mim.
Oh! Grande Deus Cornífero da paz e do amor, abro meu coração e
minha alma para ti. Assim seja. "
Agora mantenha suas mãos abertas e voltadas para os Céus.
Feche seus olhos, visualizando dois raios de luz brilhante
(um dourado na sua mão direita e outro prateado na sua mão esquerda)
descendo dos Céus, penetrando nas palmas das suas mãos.
Uma sensação morna de formigamento se espalhará pelo seu corpo à
medida que o poder do amor da Deusa e o Deus purificam sua alma.
Procure não se assustar caso você comece a ouvir uma voz (ou vozes)
falando dentro da sua mente, como por telepatia. São a Mãe e o Pai
dentro de você, revelando sua presença. Permaneça no círculo mágico até
que as velas e o incenso terminem, assim encerra-se o ritual de
Auto-iniciação.
Note que nem todos os Wiccans escutam ou percebem as verdadeiras
palavras ditas pelas deidades e, neste caso, podem estar susceptíveis a
sentir a presença divina do amor da Deusa. Podemos salientar que é muito
comum que as deidades pagãs falem com o bruxo auto-iniciado,
especialmente se você for sensitivo.



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